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Conta de Obama é ‘hackeada’ no Twitter

SÃO PAULO – O Twitter publicou em seu blog oficial que 33 contas da rede social foram invadidas, entre elas a do recém-eleito presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

A chinesa de muitos donos PDF Imprimir E-mail
Conteúdo - Notícias
Escrito por Istoé Dinheiro   
Seg, 09 de Junho de 2008 16:36

A Huawei pertence a seus 70 mil funcionários. E eles criaram um colosso chinês da tecnologia.

ELIANE LOBATO, DE SHENZHEN (CHINA)

ROSS GAN, DIRETOR DLOBAL: alta tecnologia para escapar do preconceito do “made in China”BUDA NÃO TEM NADA COM isso, mas poderia. A filosofia (ou, para alguns, religião) budista — predominante na China ao lado do taoísmo — prega que o caminho do sucesso é pavimentado pela união. Nascida na chinesa Shenzhen há apenas duas décadas, a Huawei Technologies está no topo do mercado de produtos e soluções para a área de telecomunicações divulgando, como se fosse um mantra, sua filosofia de coletivo sobre individual e de “ganhos mútuos.” Faz sentido que seja, portanto, uma empresa sem um dono. Ela pertence aos seus 70 mil funcionários espalhados pelo mundo, inclusive quase 900 no Brasil, todos cotistas de acordo com a função que ocupam e o tempo de casa. Na confortável posição de quem atende a 35 das 50 maiores operadoras do mundo, tem mais de um bilhão de assinantes e registra anualmente o maior número de patentes da área telecom, a Huawei é a cara da China moderna. “Para nós, quem obtém sucesso é a Huawei e não algum indivíduo em particular”, afirma Ross Gan, diretor global de comunicação da empresa. Mas como um produto chinês se torna respeitado no mundo se a chancela made in China remete a uma idéia de coisa barata e de má qualidade? Gan é enfático: “Foi um grande desafio nos diferenciar do que made in China queria dizer. A companhia conseguiu sucesso porque sua tecnologia é a melhor”, diz.

Há nove anos no Brasil, a Huawei não é das marcas chinesas mais conhecidas por brasileiros, embora faça parte do cotidiano da maioria deles — porSEDE DA HUAWEI: em um campus em Shenzhen, clima de universidade e inovação exemplo, aqueles que usam celulares em 90% do território coberto do País. É que a Huawei é parceira das principais operadoras, como Telemar/Oi, Brasil Telecom, Telefonica, Embratel, Vivo, etc. É líder em fornecimento de modems de banda larga móvel no Brasil e também em implantação de redes 3G para operadoras, que permitirá, entre outras coisas, conversar através de videoconferência ou assistir à TV. A sede da empresa, em Shenzhen, parece um campus universitário, com prédios misturados a jardins, nos quais transitam muitos jovens. A idade média dos funcionários é 29 anos, e 90% deles têm curso universitário. É comum rapazes e moças de pouco mais de 20 anos ocuparem cargos de alta responsabilidade. “A China moderna investe demais em qualificação profissional”, atesta Marcelo Motta, diretor de marketing e tecnologia.

Metade dos funcionários se dedica a pesquisa e desenvolvimento, ou P&D, área que abocanha, no mínimo 10% do faturamento anual, que em 2007 atingiu US$16 bilhões. O relatório da World Intellectual Property Organization de fevereiro deste ano situou a empresa como a quarta maior solicitante de patentes em todo o mundo, com 1.365 requerimentos em 2007 e, no total geral, 26.880 — dos quais, 4.256 aprovados. Idéias ou soluções são gestadas o tempo inteiro por empregados que a empresa procura estimular em seus mais de 480 escritórios espalhados em 100 países — entre eles o Brasil, sede latino-americana. Na política de paparicação dos empregados/cotistas, há atéMARCELO MOTTA, DIRETOR NO BRASIL: os quase 900 funcionários da empresa no País também são sócios da companhia um condomínio com padrão quatro-estrelas para moradia dos que trabalham em Shenzhen. Um deles, Du Wen Xin, 24 anos, diz que paga a bagatela de US$ 120 por mês e usufrui de piscinas, salão de jogos, cantinas, supermercado, clínica médica, segurança, etc. “Facilita muito a minha vida”, diz ele. “A Huawei exige profissionais altamente qualificados, porém, ninguém é especializado em apenas uma área. Assim, a empresa cria múltiplas oportunidades para cada funcionário”, explica Yan Di, gerente de marketing para a América Latina. Em tempo: Huawei, em bom mandarim, significa “sucesso da China.”

Retirado do site http://www.terra.com.br/istoedinheiro/ em 09 de junho de 2008.

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